Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga vai ao Senado para dar explicações

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga vai ao Senado para dar explicações
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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga vai ao Senado para dar explicações


Fonte: Lucas Pordeus Leon - Rádio Nacional - Brasília

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi ao Senado, nesta terça-feira, dar explicações sobre uma decisão da própria pasta.

O assunto foi a rejeição por parte da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que pertence ao ministério, sobre o tratamento de pacientes com covid-19.

O documento inicial foi feito pela Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS, que é a responsável por dar pareceres, protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o SUS. Mas a Conitec faz apenas recomendações para o Ministério da Saúde, que pode acatar ou não.

E uma dessas diretrizes que a Conitec fez contraindicava o uso dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.

Porém, em janeiro deste ano, o então secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, Hélio Angotti Neto, apontou para existência de eficácia de medicamentos rejeitados pela comissão e para a não eficácia de vacinas contra a covid.

No Senado, o autor do requerimento que convocou a audiência, senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, questionou o ministro sobre a nota técnica.

Em resposta, o ministro Marcelo Queiroga informou que essa foi a posição do então secretário de Ciência e Tecnologia, e que ele ainda vai avaliar se mantém ou não o parecer do ex-secretário.

Na época da publicação da nota, protestaram contra a rejeição das diretrizes da Conitec entidades como o Conselho Nacional de Saúde, ligado ao ministério, o Conass1, que representa os secretários estaduais de saúde, e a AMB, a Associação Médica Brasileira.

O ministro Marcelo Queiroga também chegou a ser cobrado pelos senadores por um possível atraso para o início da vacinação infantil contra a covid 19. Mas ele afirmou que assim que a Anvisa aprovou a primeira vacina, que foi da farmacêutica Pfizer, entrou em contato com representantes da empresa, que afirmaram ter 20 milhões de doses do imunizante disponível apenas a partir do dia 10 de janeiro.

Edição: Raquel Mariano / Beatriz Arcoverde